A Política de Alagoinhas ganhou um novo capítulo nos últimos dias após a deputada estadual Ludmilla Fiscina publicar um vídeo nas redes sociais no qual critica o que classificou como “fake news”, “acusações sem provas”, distorção de histórias e ataques à reputação.
Embora não tenha citado diretamente o nome do deputado, a publicação ocorreu após um vídeo divulgado pelo parlamentar durante uma passagem por Alagoinhas, no qual ele afirmou estar fiscalizando problemas de infraestrutura do município e aproveitou para retomar uma antiga denúncia envolvendo a família Fiscina.
Na publicação, Ludmilla afirmou que, em períodos eleitorais, surgem pessoas que aparecem apenas de quatro em quatro anos e que, depois das eleições, desaparecem.
“Junto com esses aventureiros, infelizmente também chegam as fake news. As acusações sem prova, a distorção de história e ataques à reputação”, declarou a deputada.
Ela também afirmou que algumas pessoas utilizam a internet não para apresentar trabalho, projetos e propostas, mas para tentar destruir a imagem de outras pessoas.
“Na política, atacar mulheres e pessoas que trabalham de verdade é uma tática antiga para tentar desviar o foco de quem realmente importa”, disse.
Deputado retoma denúncia
No vídeo mencionado, o deputado afirma ter encontrado, durante pesquisas realizadas após sua visita a Alagoinhas, uma denúncia atribuída a um grupo de ativistas anônimos que teria apontado um suposto esquema envolvendo recursos públicos.
O parlamentar cita Ludmilla Fiscina, seu marido, o ex-prefeito de Alagoinhas Joaquim Neto, o irmão da deputada, Fabrício Fiscina, e o empresário Marco Serqueira.
Segundo a narrativa apresentada pelo deputado, Marco Serqueira teria deixado uma sociedade empresarial com Fabrício Fiscina em uma empresa de tecnologia e, posteriormente, aberto outra empresa. O parlamentar questiona ainda a estrutura da companhia e afirma que ela teria recebido contratos públicos posteriormente.
Entre as alegações apresentadas no vídeo estão pagamentos superiores a R$ 250 mil relacionados a serviços de tecnologia atribuídos ao mandato de Ludmilla, além de contratos que, segundo o deputado, teriam sido firmados com a Prefeitura de Alagoinhas e com a Prefeitura de Aramari.
O parlamentar afirma que, somados, os contratos mencionados ultrapassariam R$ 900 mil.
É importante destacar que essas afirmações são alegações apresentadas pelo deputado no vídeo e não devem ser tratadas como comprovação de prática criminosa. A existência de contratos ou pagamentos públicos, por si só, também não comprova irregularidade.
Resposta de Ludmilla
Sem citar nominalmente o deputado ou os fatos específicos apresentados por ele, Ludmilla afirmou que sua resposta será dada por meio do trabalho e da transparência.
“Mas a melhor resposta sempre será dada com trabalho e transparência. Sigo em frente com fé em Deus, coragem e a cabeça erguida”, declarou.
A deputada também afirmou que continuará “trabalhando, ouvindo, estando presente” e defendendo aquilo em que acredita.
Ao final do vídeo, Ludmilla citou o Salmo 120, fazendo referência à proteção contra “lábios mentirosos” e “língua enganadora”.
Debate político
A sequência de publicações movimentou o debate político em Alagoinhas e colocou novamente em evidência acusações antigas que envolvem pessoas ligadas à família Fiscina.
De um lado, o deputado sustenta que existem questionamentos sobre contratos públicos e pede que as informações sejam conhecidas pela população. Do outro, Ludmilla afirma que vem sendo alvo de ataques, acusações sem provas e tentativas de descredibilização.
Até o momento, com as informações apresentadas nos vídeos analisados, não há elementos suficientes para afirmar como fato que tenha existido um esquema criminoso ou desvio de dinheiro público.
O Giro Alagoinhas acompanha o caso e poderá atualizar esta reportagem caso sejam apresentados documentos, decisões judiciais, investigações oficiais ou manifestações dos demais envolvidos.









