HELN inicia quimioterapia venosa e amplia atendimento oncológico em Alagoinhas
O Hospital Estadual do Litoral Norte (HELN), em Alagoinhas, iniciou uma nova etapa da assistência oncológica na região Nordeste da Bahia. A unidade realizou a primeira aplicação de quimioterapia venosa, ampliando o tratamento contra o câncer que já vinha sendo oferecido por meio da quimioterapia oral.
A primeira paciente a receber o tratamento venoso é moradora de Iambupe. Segundo a secretária estadual da Saúde, Roberta Santana, a paciente já havia passado por consulta oncológica e cirurgia e iniciou agora uma nova etapa do tratamento, sem precisar se deslocar para Salvador.
“Mais perto de casa”, destacou a secretária ao falar sobre a importância da chegada do serviço à região.
O HELN foi implantado como hospital de referência para atendimento de média e alta complexidade e atende uma região formada por 34 municípios, alcançando quase um milhão de habitantes. A unidade conta com 190 leitos, sendo 30 de UTI, e passou a concentrar serviços especializados que anteriormente exigiam deslocamentos para outros centros.
Além da assistência oncológica, o hospital oferece serviços como hemodinâmica e conta com a primeira UTI pediátrica da região, ampliando a capacidade de atendimento especializado no interior.
De acordo com Roberta Santana, nos primeiros 60 dias de funcionamento, o hospital já registrou mais de 1.700 internações e 366 cirurgias. Entre os procedimentos estão cirurgias oncológicas, que passam a fazer parte de uma linha de cuidado que também envolve consulta, cirurgia e tratamento quimioterápico.
Na área de oncologia, o hospital já havia iniciado a quimioterapia oral, com 92 pacientes atendidos. Agora, com o início da quimioterapia venosa, a estrutura amplia o número de possibilidades terapêuticas oferecidas aos pacientes da região.
A proposta é reduzir a necessidade de deslocamentos para Salvador e diminuir o intervalo entre o diagnóstico, o início do tratamento e a continuidade da assistência.
A implantação do serviço representa mais um avanço na regionalização da saúde na Bahia, levando procedimentos de maior complexidade para mais perto dos pacientes e fortalecendo a estrutura hospitalar de Alagoinhas como referência para os municípios do entorno.









