A requalificação do viaduto da Rua do Catu, em Alagoinhas, voltou ao centro das atenções após uma visita do vereador Gleyser Soares ao canteiro de obras. O parlamentar acompanhou o andamento dos serviços e afirmou que pretende retornar semanalmente ao local para fiscalizar a execução.
A presença do vereador ocorre em meio a uma obra que já carrega um longo histórico de espera. O viaduto foi interditado após um desmoronamento parcial em abril de 2024 e passou meses aguardando uma solução definitiva. Em setembro de 2025, o Governo da Bahia anunciou a requalificação e informou que a previsão de conclusão seria de oito meses.
O problema é que o cronograma anunciado não se transformou imediatamente em obra. O processo licitatório enfrentou entraves e chegou a terminar deserto em dezembro de 2025. Em março de 2026, uma nova disputa apontou empresa classificada, e somente no fim de abril a intervenção passou efetivamente a contar com máquinas e serviços no local.
Desde então, a população acompanha uma intervenção considerada fundamental para a mobilidade da cidade, mas que ainda desperta questionamentos sobre o ritmo dos trabalhos.
Foi justamente nesse cenário que Gleyser Soares esteve no canteiro para conversar com o responsável pela obra, o engenheiro e o fiscal da CONDER. Segundo o vereador, o objetivo é acompanhar de perto o avanço dos serviços e cobrar que a intervenção siga até sua conclusão.
E qual é o prazo para a entrega?
A previsão divulgada inicialmente pelo Governo da Bahia era de oito meses de execução. Como o início efetivo dos trabalhos ocorreu em 29 de abril de 2026, a estimativa aponta para uma conclusão por volta de dezembro deste ano. Até o momento, porém, não há uma data pública específica de inauguração confirmada.
Além da cobrança pelo andamento da obra, Gleyser defendeu que a intervenção não termine na estrutura do viaduto. O vereador afirmou ter procurado o secretário da SEDU, Joaquim Neto, para solicitar a requalificação de todo o entorno, incluindo uma Academia Popular e uma praça para a comunidade.
A proposta acrescenta uma nova cobrança ao projeto: depois de tanto tempo de espera, a população não espera apenas que o viaduto seja recuperado, mas que o espaço ao redor também seja entregue em melhores condições de uso.
Gleyser afirmou que continuará acompanhando a obra semanalmente. A expectativa agora é que, depois de mais de dois anos de transtornos desde a interdição do equipamento, o cronograma consiga avançar em ritmo suficiente para que a previsão de conclusão não seja novamente adiada.
Enquanto isso, moradores, comerciantes e motoristas que dependem daquela região seguem aguardando uma solução definitiva para um dos pontos que mais impactam a mobilidade de Alagoinhas.









